A tradição (arqueológica) itaparica: a materialidade textual e a semantização dos objetos

Marcélia Marques, Klaus Hilbert

Resumo


A tradição Itaparica de caçadores e coletores da pré-história brasileira foi primeiramente documentada pelo arqueólogo Valentin Calderón, em 1969, quando do registro de uma indústria de instrumentos líticos lascados. No processo de conhecimento dos objetos desta cultura pretérita concorreram especialmente as práticas laboratoriais, as práticas de escrita arqueológica e as práticas de exibição museológica. No presente trabalho, por um lado, procuramos explicitar a produção científica na materialidade dos textos arqueológicos quando da anunciação desta tradição. Por outro, a exposição das coisas da cultura material no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), estabelece a demarcação da alteridade cultural pela via dos objetos arqueológicos. Consideramos que nessas duas instâncias (texto e exposição) se configura um processo semiótico que assegura o sentido dos objetos, tanto no âmbito científico quanto na comunicação com o público em geral.


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