Um debate sobre manifestações culturais populares no Brasil: dos primeiros anos da República aos anos 1930.

Rachel Soihet

Resumo


Uma história de discriminação, mas também de alianças e, especialmente, de resistência dos populares é o objeto desta reflexão. O período abordado estende-se do alvorecer da República aos anos 1930, centrando o olhar sobre o Rio de Janeiro. Na primeira República, a marca foi a intolerância frente às manifestações populares, o que não impediu que se estabelecessem contatos e alianças desses segmentos com intelectuais, na contramão da corrente hegemônica. Com o modernismo, inicia-se uma nova fase que culmina com o período Vargas. Nele, valorizam-se tais manifestações, expressando, igualmente, interesses dos grupos no poder como dos populares. Assim, através da persistência e difusão de suas manifestações, além do seu entrelasamento com aquelas dos demais segmentos, os populares deram a nota predominante à cultura da sociedade brasileira como um todo.

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