Estranhos na Belle Époque: a multidão como sujeito político (Fortaleza, 1877-1915)

Frederico de Castro Neves

Resumo


Este artigo procura analisar as transformações na estrutura de sentimentos relativa às relações entre a cidade de Fortaleza e a população de retirantes que periodicamente pressiona os equipamentos urbanos, entre os anos de 1877 e 1915. Através das ações de um novo sujeito político - a multidão -, os retirantes alteram os usos e os sentidos da cidade, exigindo de autoridades uma nova postura de ação, gerando um amplo sistema de socorros baseado no trabalho, e, da população urbana, uma nova atitude, em que a caridade e a solidariedade cristã são colocadas em xeque. A pesquisa utiliza evidências de natureza variada (correspondência oficial, jornais, romances, listas e relatórios), procurando apreender a dimensão do conflito e as novas relações de força que se constituem na cidade.

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